Apr 29

” Ninguém gosta de perder, nem a feijões, por melhor figura que se faça, sei disso. Mas também sei que há formas e formas de vencer ou sair derrotado de um jogo. Recorro quase sempre ao exemplo inglês, que é, de certa forma, o paradigma de como se deve estar no futebol e no desporto (salvo o caso dos hooligans). Em Inglaterra, se duas equipas jogassem abertamente ao ataque e o jogo terminasse com um electrizante 4-3, choveriam elogios de todos os quadrantes, pela emoção, entrega dos intervenientes e qualidade dos jogadores e treinadores, que contribuíram para mais uma gloriosa tarde de propaganda ao futebol.Em Portugal é já redundante afirmar que as coisas não funcionam bem assim. O critério “espectáculo” não existe. Apenas conta o resultado da equipa que se apoia, e o último treinador a sentir isso na pele foi Carlos Brito. Sem estar a fazer a defesa do técnico, longe de mim tal ideia, a verdade é que me fez espécie o seu despedimento após a derrota do seu Nacional, em casa, por 4-3. Perder com um dos últimos e sofrer quatro golos não é abonatório, em especial aos olhos de quem vê futebol neste país e no concreto os adeptos derrotados. Mas se calhar ninguém parou para pensar que talvez o mérito tenha sido do Desportivo das Aves, e não um problema do treinador que, curiosamente, comandava uma equipa a escassos quatro pontos dos lugares europeus.Como eu gosto de fazer comparações, por vezes o nosso futebol assemelha-se ao que acontece em países longínquos, ainda sem uma cultura de gestão e estabilidade enraizadas, muitas vezes em clubes que são propriedade de um ou outro magnata excêntrico que não gosta de ter menos de cinco treinadores por época. O despedimento de Carlos Brito fez-me lembrar esses casos, embora com a devida distância. Certo é que, ao contrário de Inglaterra, aquela que deveria ter sido uma ocasião para poetizar em torno do futebol, tornou-se apenas numa desculpa para deixar alguém no desemprego.Uma nota final para outro treinador, certamente com os objectivos de época bem mais longe de alcançar do que Carlos Brito. Fernando Santos (sim, mais uma vez o treinador do Benfica) afirmou: “No dia em que tiver um voto de confiança alguma coisa está mal”. Tem razão o técnico do Benfica. Ser afastado da Taça de Portugal por uma equipa da segunda divisão, ser eliminado da Taça UEFA por uma formação de fraca expressão europeia e estar a um passo de terminar o campeonato em terceiro lugar é, de facto, um sinal de que tudo está bem…

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Apr 29

Com as derrotas de Joana Pangaio e de Catarina Ferreira terminou esta manhã a presença portuguesa no qualifying do Estoril Open.

Joana Pangaio perdeu com a checa Barbora Strycova duplo 2-6) na primeira ronda da qualificação, enquanto Catarina Ferreira, que ontem tinha superado a francesa Youlia Fedossova, foi afastada - 2-6 e 4-6 - na segunda ronda pela cazaque Amina Rakhim.

Recorde-se que ontem os três portugueses do qualifying masculino foram eliminados na primeira ronda: Leonardo Tavares perdeu com Alejandro Falla, Gastão Elias com Mathieu Montcourt e Tiago Godinho com Albert Portas.
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