LIVERPOOL 1 - CHELSEA 0
[Após GP 4-1]

Um jogo bastante emotivo desde do início ao fim, onde a equipa vencedora foi a que fez por mais merecer a vitória, apesar de só o conseguir por marcação de grandes penalidades.
Mas vamos por começar pelo que vi na TV pelo que me foi dado a observar pelas imagens captadas, para fazer uma viagem um pouco mais pormenorizada deste jogo que segui com bastante atenção, por vários motivos.
Chelsea entrou com o intuito de segurar o ímpeto do Liverpool e jogar com o resultado que tinha a favor da primeira-mão, pois convém dizer que vinha de um bom resultado, uma vez que marcar um golo e não sofrer nenhum numa meia final não é de desprezar por nenhuma equipa, mas a estratégia de Mourinho destronou-se praticamente com o golo do Liverpool, com uma jogada estudada num livre a Mourinho, ou melhor a Camacho como mesmo refere [é caso para dizer, que quem com ferros mata, com ferros morre], e esta equipa de milhões, chegou a ser quase vulgarizado pela equipa de Benitez nos primeiros 25/30 minutos altura em que a diferença de posse de bola era abismal de [71% para Liverpool por 29% para equipa de Mourinho], e para comprovar isso está o único registo de ataque com oportunidade clara de golo por Drogba já depois dos 30 minutos jogados, ao qual Reina defendeu o remate que foi a sua figura, depois de uma descoordenação defensiva, especialmente do lateral direito do Liverpool que não acompanhou a defesa e colocou o costa-marfinense em jogo, consentido ou não é outra história.
A partir daí o Chelsea equilibrou o desafio defendendo ou tentando fazê-lo no terreno do adversário com pressão sobre este, em zonas mais adiantadas que até então, mas sem ter um ascendente efectivo, conseguiu estar mais perto da área adversária, algo que até ai não tinha feito, mas sem grandes resultados práticos, uma vez que só jogavam para a referência Drogba e pouco mais, sem criar verdadeiro perigo de registo, e talvez o maior perigo viesse dos livres, onde já perto do final do primeiro tempo, obrigava o Liverpool a meter os onze homens na área a defender, pois estes sabiam uns dos pontos fortes do Chelsea são as bolas paradas, e que sofrer um golo naquelas circunstâncias podia ser a morte do artista…. E, até me faz lembrar um comentador da TV no jogo da meia-final que opôs o Belenenses ao Braga quando este se admirou da equipa de Jesus estar toda a defender os cantos e livres perigosos na sua área com todos jogadores ou quase todos, pois de certeza não vê os grandes jogos e as grandes equipas que em muitas situações como as de hoje, uma vez estes também o fazem quando é necessário, mas deve andar distraído e comer pipocas nestes jogos, talvez a roer até as unhas, um pouco a imagem do redactor deste jogo, no prestigiado site do Mais Futebol, onde esse disse que o golo do Chelsea foi marcado num livre de 32 metros, para depois referir que foi de cabeça por Agger fuzilando Cech, quando todos sabemos que foi com os pés, mas avante já devem ter corrigido, pelo menos ao meu e’mail, mas penso que foi só uma distracção….
Findo o primeiro tempo com o Chelsea a ter um registo de posse de bola que espelha o seu [pouco jogo] com 64% para Liverpool e 36 para Chelsea, bem melhor que na primeira meia hora.
A segunda parte trouxe um Chelsea um pouco melhor, ao que já tinha acontecido nos últimos minutos do primeiro tempo, mas mesmo assim o ascendente do Liverpool foi sempre notório, até pelas ocasiões falhadas ou defendidas por Cech, que foi decisivo na baliza do Chelsea, que aos 56 minutos, com os pés, travou um cabeceamento para a relva do gigante Crouch, seguiu-se novo lance de cabeça, por Kuyt, desta feita com a barra a ajudar o guarda-redes que nada podia fazer e só perto dos 75 minutos o Chelsea cria verdadeiro perigo na baliza adversária, depois de bom cruzamento de A. Cole na esquerda do ataque onde Drogba já se preparava para festejar, não fosse um corte oportuno do adversário e aí o Chelsea ganhou algum ascendente tendo ainda Drogba chegado atrasado a um lançamento de Mickel, também porque Reina se antecipou e por aqui ficaram os registos da equipa de Mourinho, nada que alterasse o que quer que fosse, muito menos oportunidades, também um pouco porque emocionalmente os jogadores do Liverpool começaram a sentir no subconsciente que não era hora de arriscar, pois sabiam que sofrendo um golo, a eliminatória estava perdida, pois face ao resultado da primeira-mão teriam de marcar mais dois golos em caso de sofrerem, e com o aproximar do jogo, e com uma equipa como Chelsea não seria fácil, para dizer quase impossível, e por isso na minha opinião fizeram bem em segurar os ímpetos mais atacantes até então, e Benitez vendo que estava a perder o meio campo, fez entrar Xavi Alonso e o Liverpool tornou a equilibrar o seu jogo a meio campo e começou então a tentar, tendo mesmo nos últimos pressionado logo na zona intermédia da defesa do Chelsea, fazendo até bastantes recuperações, e mesmo nos instantes do tempo regulamentar Zenden, quase gelado o banco onde estavam os Portugueses, não fosse o remate de pé direito [ele é esquerdino] do holandês a figura de Cech, que mesmo assim tem muito mérito, na maneira como estava posicionado.

O prolongamento continuou como acabou com o jogo mais equilibrado, mas com Chelsea a ter mais bola e alguns minutos depois chegou mesmo a ter finalmente um ascendente no jogo já com as substituições efectuadas onde alargou e deu mais velocidade a sua equipa, mas as oportunidades mais flagrantes seriam novamente do Liverpool, pois Kuyt obriga Cech a mais uma boa defesa e pouco depois num lance duvidoso de fora de jogo, Kuyt a fazer golo numa recarga a remate de Xavi Alonso, mas o árbitro decide bem na minha opinião e anula o mesmo, pois o avançado dos vermelhos, tinha uma perna a frente do último defesa do Chelsea.
Chelsea que tentava os lançamentos para área onde tinha Drogba sempre como referência, onde este chegou atrasado a uma iniciativa de Wright-Phillips pela direita com avançado Marfinense a chegar um nada atrasado, tendo a equipa de Mourinho sentido que seria naqueles minutos o seu momento, pois sabendo que podia arriscar mais que os da casa, pois um golo chegava para sentenciar o jogo, sendo que nunca conseguiu grande ascendência, como o Liverpool tinha tido ao longo de quase toda a partida, e não fosse a grande defesa de Petr Cech, a negar o golo a Kuyt, que apareceu sem marcação na área do Chelsea e disparou de pé direito em zona frontal, mesmo acabar o prolongamento, e a vitória tinha ficado aí decidida com justiça, mesmo sem se recorrer as grandes penalidades.
Mas mesmo essas, estavam quase garantidas por natureza, pois quem tem um Reina na Baliza, que é dos maiores especialistas da actualidade nesse tipo de situação na minha opinião, tem a passagem “quase” garantida como aconteceu, e “quase” porque os jogadores do Liverpool confirmaram o que só Robben conseguiu, marcar.
Kuyt garantiu no ultimo remate da partida a vitória merecida.
Do árbitro só uma pergunta…será que houve árbitro!!!?
Nota máxima na minha opinião, se é que ela existe.

Sendo justo dizer, que mereceu ganhar a melhor equipa, que mais oportunidades teve, que melhor jogou, e mais tempo procurou a vitória, sendo que nem sempre Mourinho pode ganhar e ter Deus do seu lado, como afirmou que os jogadores do Liverpool tiveram, mas ele esquece que já teve muitas vezes essa vertente religiosa, mas nem sempre é dia de Páscoa, pois hoje era um de Maio, dia do trabalhador.
Sei que custa a Mourinho perder, ainda por cima numa equipa de milhões e mais apetrechada que o Liverpool que só joga para uma competição, mas tem que admitir que os outros também sabem jogar, e deve dar o mérito a quem o tem, como foi hoje o caso da equipa do excelente treinador Benitez, pois dizer disparates para imprensa só para se desculpar, não lhe fica bem, pois sabe que jogando para as competições todas, devido ao investimento feito pelo seu patrão, tem destas coisas, que podem impedir de ganhar algumas das mais importantes, e parece que este ano, o principal objectivo já foi [LC], o segundo [campeonato] está quase, e só restam as taças, que também podem ficar este ano, noutras bandas. Mas já ganhou uma, mas mesmo que ganhe as outras taças, é manifestamente pouco e uma frustração, para uma equipa com estes milhões investidos, mas é futebol, e o futebol não se ganha só com dinheiro, é preciso os outros factores que são mais aleatórios que se pensa.
Pode dizer que as três pedras que faltaram por lesão são relevantes para equílibrio da equipa, e aí até lhe posso dar razão, pois o Chelsea sentiu em demasia a falta no sector recuado do R.Carvalho, até pelo seu bom jogo de cabeça, para além da mecanização que Essien claramente não tem com Terry, para além das muitas mexidas óbvias pelo recuo de Essien, onde já não produz no seu lugar de origem, centro terreno, como Ballack, que pela sua importância de mecanismos também é importante, mas quanto a Shevchenko sendo um jogador importante, não é tão relevante como outros dois, uma vez que durante parte da época nem titular era nas opções de Mourinho e até motivo de desavenças entre Líder do grupo e Patrão do clube, que até metida em causa foi a sua continuidade [não sei se ainda vai estar com esta derrota e a perca da Premiere C.] , mas seria sempre uma solução óbvia para dar mais qualidade ao jogo do Chelsea pela qualidade que o goleador tem e pelo que vinha fazendo, mas quem deixa Robben no banco, não se pode queixar por aqui, até pelo valor que a equipa no seu todo vale, pois já ganhou sem alguns que hoje foram titulares, e até a esta mesma equipa, mas só porque era relevante falar nestes ausentes, até porque não sei bem, por desconhecimento se Liverpool tinha algum jogador lesionado, se tinha nem se deu falta…Mas numa equipa destas, estes são factores de um Deus menor, mesmo que também importantes nestas fases de competição, o que diria o Benfica, Porto, Sporting se estivessem nesta altura a competir e faltasse um jogador dos mais importantes….
Mas por vezes a arrogância leva a devaneios, como as palavras que Mourinho hoje teve no final do jogo:
“Há pouco a dizer. O Chelsea tem vários motivos para ter orgulho em si mesmo. Hoje fomos a melhor equipa, mesmo frente a um adversário que só joga na Liga dos Campeões. O futebol é assim, temos de ser fortes e superar isto”,
No prolongamento fomos os únicos a lutar pela vitória. Mas o futebol é assim, não marcámos e, por isso, não estamos na final. Dentro de dez anos, ninguém se lembrará que podíamos ter ganho por 3-0 na primeira-mão.
Deve estar tão transtornado, que não deve ter visto o mesmo que eu, pois o único neurónio de Pacheco [como ele diz] devem ter passado para Mourinho, no final da partida….
Pois representa um mau perder, uma falta de humildade e um carácter muito fraco, de um dos melhores treinadores do mundo, que tem tanto de bom treinador como de arrogância em que não vê mais ninguém a frente que o seu próprio nariz e ego.
Mas não será por isso, que não o considero pior ou melhor, será sempre o Grande Mourinho, como treinador.

Os jogadores do Liverpool reagiram através do seu capitão aos devaneios do português:
«Ele [José Mourinho] faz-nos rir de vez em quando. Revelou alguma falta de respeito ao considerar o Liverpool um clube pequeno. Não é nada mau para um clube pequeno conseguir duas presenças na final da Liga dos Campeões em três anos.»
Eu se fosse treinador do Liverpool, também ficava ofendido, com tamanha falta de respeito e falta de desportivismo do adversário, onde se pelo menos o que pronunciasse fosse verdade, mas resposta dada a altura….
Será que desta vez Mourinho vai dizer que Gerard e miúdo, como fez com o compatriota Cristiano Ronaldo?
É que este teve mal, pois não devia entrar em confrontos com treinadores, mas José não ficou atrás com as provocações a família de quem o educou, nada bem mesmo, sendo falta de respeito ainda superior, por uma família humilde e que viu Ronaldo ser o que Mourinho nunca o conseguirá, ser admirado como jogador, mais nunca meter a integridade moral da família em questão, para jogos psicológicos.
E na Madeira com certeza as pessoas daquela linda Ilha Portuguesa, não gostaram de ouvir Mourinho falar de Ronaldo e sua família, pois como um adorado e filho da terra, também os atingiu, assim como a muitos portugueses, ou Mourinho esquece-se quais são as suas raízes?!!
Para finalizar resta dizer a Mourinho, que perder também pode ser uma virtude e saber perder ainda mais… e neste aspecto deve aprender com outros, que são bons treinadores e excelentes homens no desporto como o espanhol Rafael Benítez, que destacou não só os seus jogadores como também os adeptos presentes no estádio: …
“Todos os jogadores e todos os adeptos foram heróis esta noite. Toda a equipa trabalhou muito frente a um grande adversário. Estava confiante nos jogadores. Eles gostam de treinar a marcação de grandes penalidades todos os dias no final dos trabalhos”.
De certeza que seria um orgulho ter a equipa de José Mourinho e todos os Portugueses que dela fazem parte, na final, para mais como treinador Português que tanto nos tem orgulhado, mas como não é possível, resta desejar que pelo menos o Ronaldo, também ele nosso orgulho, o consiga amanhã, pois que sempre os portugueses estejam a frente, seja no que for, e devemos pelo menos ser patriotas, mas não ceguinhos…
Sem mais…
Não percam cenas dos próximos capítulos, pois ainda vai dar mais novelas…
Mas amanha teremos um excitante, Milan versos M. United, com mais condimentos brilhantes com certeza, que fazem do futebol, uns dos espectáculos melhores do mundo e dos mais imprevisíveis ….
Bem Hajam Amigos