O Getafe fez história ao apurar-se, pela primeira vez, para a final da Taça do Rei de Espanha depois de golear (4-0) o Barcelona na 2.ª mão das meias-finais.
Com uma vantagem de três golos após o triunfo (5-2) em Camp Nou, os catalães acabaram por ser humilhados na visita ao terreno da formação orientada por Bernd Schuster, antigo jogador “blaugrana”.
Frank Rijkaard apresentou-se sem Deco, Márquez e Messi - os dois primeiros estão lesionados e o último ficou de fora por opção - e viu os adversários dominar por completo a partida, com o guarda-redes Jorquera a ser dos melhores em campo.
Getafe, que vai agora defrontar o Sevilha na final marcada para 23 de Junho, no Estádio Santiago Bernabéu, em Madrid.
Os sevilhanos deixaram pelo caminho o Deportivo da Corunha, numa partida em que Duda esteve em destaque ao apontar o primeiro golo da vitória (2-0).

Ora muitos podem falar em milagres, ou noites menos felizes do adversário, outros em sorte ou azar, outros desculpar-se com as opções do treinador em relação aos jogadores em causa, mas o certo é que futebol é muito mais do que isso, o desprezar um adversário só porque se vem com uma vantagem tranquila da primeira mão, pensando que já tudo está determinado, foi um erro crasso da equipa, e também da responsabilidade do seu treinador, mas os jogadores que entraram, com certeza fazem parte do plantel, e como tal também devem ter qualidade e confiança que lhes foi depositada [alguns teriam], mas normalmente esquece-se que do outro lado também está uma equipa que tem qualidade, mostrando que pode levar de vencida muitas equipas favoritas, tal como acontece por este mundo fora com outras.
O futebol é isto mesmo, nunca se sabe quem ganha, por muito favoritismo que tenha, pois um dia não são dias, um jogo não são jogos, e por muitos golos que sejam marcados como aquele que marcou Messi na primeira mão, sendo comparado ao golo do Maradona, o certo é que só servirá para lembrarmos na galeria dos melhores, mas para equipa do Barca, pouco valeu esse golo na sua história, pois daqui a uns anos, o que conta é que Getafe passou a final e terá a oportunidade de fazer história, por duas razões: 1 porque nunca tinham chegado a final, e chegam da maneira mais espectacular, depois porque será o primeiro título nesta competição se o conseguir.

As individualidades só contam nos momentos das vitórias, pois nas derrotas será sempre o colectivo a pagar, e neste caso o colectivo do Barca falhou, que me leva a pensar que o seu futebol vive mais a custa das suas individualidades, que do seu colectivo táctico, o que não é nada bom para seu treinador e suas pretensões.
Este é um erro crasso de muitos que vivem a sombra das qualidades individuais das suas principais figuras das suas equipas, e esquecem que mais importante que o táctico individual, é mais importante o colectivo, por isso muitas equipas favoritas falham, pois os seus treinadores, só conseguem vingar as suas equipas, face aos seus valores individuais, e quando chega a hora de mostrar o colectivo, na maioria das vezes fracassam, devido as faltas desses valores, e é por aqui que muitas vezes vemos os grandes treinadores…e não quando estão numa grande equipa e ganham tudo, pelo óbvio, e esta é onde se pode ver os grandes génios, independente de quem jogue, a equipa no seu colectivo funciona sempre, mesmo que possa eventualmente ser derrotada, mas não por estes valores e da maneira como jogaram, no caso como Barcelona o fez.
Com grandes jogadores pode ser mais fácil ter sucesso, mas sem o trabalho de equipa, nunca será um sucesso tão constante, pois pode ter sorte um ano ou dois, mas na maioria das vezes não passa de uma esperança nos grandes clubes e razoável nos outros, esta é a diferença dos treinadores, que por muito que passem nos grandes clubes e tenham a sua disposição grandes equipas, ficam quase sempre a porta do sucesso, ou do quase tudo.
E revejam quantos e quantos treinadores estiveram em grandes equipas e fracassaram, e os seus sucessos contam-se pelos dedos, e vejam os que realmente são bons, especialmente tacticamente, pois mesmo com dificuldades ou falta de mais valores individuais tem bastante sucesso.
Um exemplo claro disso é Trapatonni, vejam os títulos que tem e por onde passou, e vejam o de outros que já passaram também por lá, e nada conseguiram e por ventura com melhores valores, mesmo que as exibições não tenham sido as melhores, o certo é que o colectivo foi mais forte que tudo resto.
O resto são filosofias de mau perdedor.
Abraço a todos




