May 14

Terminou um fim-de-semana de emoções fortes de Norte a Sul do país. Portugal descansa agora alguns dias, bem a tempo da derradeira ronda que ditará o novo campeão português, bem como as despedidas de dois emblemas da nossa Liga Bwin, para voltarmos a dar as boas-vindas aos velhos conhecidos Leixões e Vitória de Guimarães, ambos clubes do Norte e com adeptos fervorosos que indubitavelmente vêm emprestar um colorido que nem Beira-Mar, nem Vitória de Setúbal e muito menos Desportivo das Aves têm condições de apresentar.

Da jornada 29 apenas se ficou a saber que a Académica poderá continuar a receber concertos em vésperas de recepção a um grande do futebol português: mesmo com a derrota diante do Sporting, a «Briosa» continua no convívio dos grandes graças às derrotas do «trio do costume». De resto, no que a decisões de nomeada diz respeito, suspense até Domingo, ao que tudo indica a partir das 19:15. Aconteça o que acontecer, o campeão nacional deste ano será, independentemente da cor, a estrelinha da sorte que consagra sempre os vencedores diante dos vencidos.

Caso tudo corra conforme a teoria do futebol, se é que ela ainda pode existir (ou será que nunca existiu tal coisa?), o campeão será, quiçá, o mais justo numa análise abrangente de toda a temporada… o Futebol Clube do Porto. Quando digo o campeão justo, digo-o perante todas as adversidades passadas e por todos aqueles pontos de foco que distinguem-nos dos demais. Na pré-epoca, Co Adriaanse era o técnico; na chegada a Portugal, Rui Barros já vinha na frente da equipa; no início dos jogos oficiais, o «resgatado» Jesualdo Ferreira era afinal o comandante dos dragões, numa operação relâmpago entre Boavista e FC Porto que deixou os axadrezados à deriva depois de uma aposta forte em jogadores de créditos apenas confirmados pelo próprio Jesualdo mas que, afinal, acabaram por ser belas e agradáveis surpresas: falo-vos, por exemplo, de Roland Linz, Kaz e Grzelak. Apesar de todas as condicionantes de início de época, a que se juntaram outras tantas como a grave lesão de Anderson e outros tantos problemas e envolveram pedras de toque da equipa como Pepe e Quaresma, Jesualdo Ferreira conseguiu (quase) sempre toldar aquele grupo das adversidades e assim chegar a esta fase derradeira da prova no comando da prova, de onde raramente saiu.

Nesta altura, caro leitor, deve estar a pensar que me contradigo no título denominando o FC Porto de «campeão com estrelinha» depois de todos estes contratempos enunciados. Não caro leitor, não me enganei. O FC Porto, vencendo o Desportivo das Aves no domingo, sagra-se campeão com alguma dose de sorte à mistura (sim, a sorte existe, a teoria já coloco dúvidas). O último exemplo foi mesmo o jogo com o Paços. O melhor onze possível do FC Porto perdia na Mata Real e só com sorte os portistas chegaram ao empate… salta-me também desde já à memória outros jogos, como por exemplo frente ao Benfica, Académica, Belenenses. São todos eles encontros cruciais, todos eles encontros de características diferentes mas todos eles encontros onde o FC Porto pontuou com sorte, vencendo os dois últimos.

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