Mar 31

SetúbalDepois de conquistar a Taça da Liga (ao Sporting), venceu hoje o Boavista por 3-1 e destronou os «leões» do quarto lugar, no jogo que encerrou a 24.ª jornada da Liga portuguesa de futebol.

O Boavista quebrou uma série de seis jogos sem perder (VEEEVV). A última derrota aconteceu em 28 de Janeiro, no Estádio dos Barreiros, diante do Marítimo (2-0). A formação de Jaime Pacheco apresentou-se no Bonfim disposta a discutir o resultado e adiantou-se no marcador logo aos cinco minutos, através de Jorge Ribeiro, na transformação de um livre.

O V. Setúbal não acusou o golo e restabeleceu a igualdade aos 17 minutos, por Bruno Gama, num remate torto que levou a bola a tabelar Diakité e a trair o guarda-redes Peter Jehle. Cláudio Pitbull colocou os sadinos em vantagem (35 m), num disparo cruzado de fora da área que surpreendeu o guardião boavisteiro. Ainda antes do intervalo (42 m), o Vitória poderia ter elevado o score, mas Leandro Branco, isolado por Pitbull, rematou ao lado.

Aos 65 minutos, o árbitro Carlos Xistra assinalou grande penalidade a favor do V. Setúbal, por alegada falta de Luís Loureiro sobre Elias. O jogador boavisteiro viu segundo amarelo e foi mais cedo para o balneário, mas não vislumbrámos lance passível de castigo máximo. Cláudio Pitbull, chamado a transformar o penalty, fixou o resultado o resultado final: 3-1.

Mar 30

Campeonato PortuguêsCom a possibilidade de ser campeão já esta jornada, caso Guimarães ou Benfica não conseguissem vencer Marítimo e Paços de Ferreira respectivamente, o Porto foi vencer a Belém o Belenenses, equipa que esta época ainda não tinha perdido com os grandes. Com esta vitória, o Porto pode festejar o tricampeonato já no sábado, no Dragão, frente ao Estrela da Amadora. Em Belém, os campeões nacionais fizeram o suficiente para ganhar, embora apenas o tenham conseguido no último dos três minutos dos descontos num penálti apontado por Lucho, após Hugo Alcântara ter derrubado claramente Ricardo Quaresma dentro da área belenense.

Quanto à luta pelo segundo lugar, o Guimarães venceu o Marítimo em casa por 1-0 com golo de Roberto, mantendo assim tendência para marcar nos últimos minutos. O Benfica goleou em casa o Paços de Ferreira por 4-1 com 2 grandes golos de Cristian Rodriguez e Rui Costa (bis). Conseguiu assim, segurar o segundo lugar, pelo menos, por mais uma semana, com a primeira vitória em casa em jogos da Bwin em 2008. Um jogo de emoções fortes, com a equipa de Fernando Chalana a entrar alegre, desinibida e a ganhar vantagem com um golaço de Rodríguez. No entanto, uma polémica grande penalidade permitiu ao Paços empatar sob o intervalo e retirou a alegria aos encarnados que voltaram para a segunda parte de rostos fechados, decididos a virar o resultado de dentes cerrados e com três golos, dois deles assinados pelo aniversariante Rui Costa.

Quanto ao Sporting também (e finalmente) conseguiu a primeira vitória fora em 2008 para a Liga Bwin, derrotando a Naval por 4-1 na Figueira da Foz, mantendo-se assim na corrida ao segundo lugar. Com este triunfo, os leões deram seguimento ao discurso de Paulo Bento, que coloca a fasquia na possibilidade de a equipa poder conquistar os 21 pontos que estão por disputar, situação que considera garantirá a entrada directa na Liga dos Campeões com a conquista do segundo lugar. Três golos na etapa inicial, dois deles no espaço de dois minutos, desbravaram o caminho ao Sporting para uma reviravolta num resultado que, ainda antes do minuto 15, já se apresentava negativo. Os figueirenses cedo se colocaram em vantagem, com o golo de Marcelinho, aos 12’, mas esta vantagem só durou oito minutos. Miguel Veloso, que cobrou um livre no enfiamento do vértice da área figueirense, rematou de forma portentosa e empatou o encontro. Ainda se ouviam os festejos leoninos pelo golo obtido e, três minutos volvidos, Liedson chegou novamente ao golo, colocando a sua equipa em vantagem. O lance foi fatídico para os locais. O guarda-redes Wilson Júnior saiu lesionado do lance e Ulisses Morais foi obrigado a “queimar” uma alteração na equipa. Não causou qualquer surpresa o “bis” de Liedson na partida, anotado aos 37’. O “levezinho” deu o melhor seguimento a uma assistência de Rogmanoli, matando praticamente o jogo. Na etapa complementar, os figueirenses tentaram reentrar na partida, tendo, aos 50’ e 57’, Rui Patrício evitado o pior, a remates de Gaúcho e Mário Sérgio. A Naval ainda acreditou, mas Yannick Djaló, ao minuto 79, colocou ponto final nas pretensões dos figueirenses.

Mar 28

Mourinho

Quando José Mourinho fala, todos baixam as orelhas para ouvir muito bem. Á poucas semanas atrás, o treinador mais famoso e rrco do mundo disse que próxima época ia treinar um clube inglês, italiano ou espanhol. E, pelos vistos o “Special One” vai rumar para terras italianas mais precisamente para o Inter de Milão. Mourinho viajou para Itália e consta-se que reuniu com com os responsáveis do Inter para analisar a possibilidade de substituir na próxima temporada Mancini no comando técnico do campeão italiano.Recorde-se que o Inter conta nas suas fileiras com os internacionais portugueses Luís Figo, Maniche e Pelé.

Mar 27

O futebol tem destas coisas e há dias em que a bola simplesmente não entra….

Mar 26

Portugal-GréciaFoi-se Ronaldo, foi-se Nani mas Luiz Felipe Scolari não alargou o leque de opções para os flancos de ataque. Sem chamadas de última hora à convocatória, sobravam Quaresma e Simão para as alas, mas o jogador do Atlético de Madrid lesionou-se de forma precoce e deixou o técnico a olhar para o banco, percebendo que a estratégia ruíra em poucos minutos.

Portugal apresentou um novo equipamento, vermelho vivo, mas faltou-lhe cor nos instantes iniciais da partida. O fantasma de Charisteas pairava sobre Ricardo e seus pares, mal refeitos de uma final perdida de forma inglória, em 2004. O avançado lançou algumas ameaças e a selecção nacional só recuperou a compostura com a alteração táctica forçada.Com a entrada de João Moutinho para o lugar do lesionado Simão, a equipa passou a dispôs de quatro homens num sector intermediário sem referências e conseguiu reivindicar algum controlo das operações, apesar das evidentes lacunas no sector atacante. Quaresma procura entrar nos eixos, numa ofensiva coxa, e Nuno Gomes denotava natural falta de ritmo competitivo, apesar da bela ponta final.

Enquanto a selecção lusa sofria com as mutações de identidade, acusando a falta de referências para desenvolver o seu futebol, a Grécia conseguia esconder os seus defeitos e apresentar-se como uma equipa coesa, essencialmente pragmática e disponível para potenciar toda e qualquer lacuna do adversário. Na noite de Dusseldorf, nem foi preciso esperar muito.

Karagounis, um predestinado que deixou saudades no Benfica apesar da irregularidade exibicional, voltou a ser feliz frente a Portugal. O médio tinha inaugurado o marcador no Estádio do Dragão, na abertura do Euro2004 (1-2), e apresentou-se como um exímio executante nos lances de bola parada. O primeiro exemplo surgiu pouco depois da meia-hora, perturbando a afirmação crescente da equipa de Scolari.

Portugal sofreu um rombo e não recuperou. Ao intervalo, o treinador brasileiro voltou a mexer no seu xadrez, retirou uma unidade ao sector intermediário e experimentou Nuno Gomes nas costas de Hugo Almeida. Sem ligação entre os sectores, a equipa não se apresentava com um bloco unificado. Karagounis voltou a descobrir o ângulo da baliza de Ricardo ao minuto 59, com a benevolência da barreira.

Nuvens cinzentas a contrastar com a vivacidade das cores dos equipamentos. Quando Nuno Gomes reduziu a desvantagem, a um quarto-de-hora do final da partida, já muitos tinha perdido a esperança. Miguel abriu jogo à direita, cruzou para a área e os dois avançados combinaram bem. Finalmente, uma oportunidade de golo. Nuno Gomes justificou a chamada e aproveitou. Renascia a alma lusitana. Tarde demais.