
Honra leonina
“Esforço, dedicação, devoção e glória”. São estas as 4 palavras que definem o clube que é o Sporting Clube de Portugal. No entanto, estas palavras não parecem ser sentidas pelas pessoas que estão à frente do desporto leonino. O Sporting devido ao corpo directivo que tem, que é formado por gestores e burocratas profissionais vive no lema da: Racionalidade económica antes dos resultados desportivos. É um corpo directivo constituído por homens sem emoção, sem paixão, sem sportinguismo. Só falam de números, contas e transacções.
Devido à situação grave do clube em termos económicos, somos forçados a sofrer por dentro e por fora em todas as modalidades que este clube neste momento usufrui. Apesar do atletismo ainda nos dar algumas alegrias de vez em quando, o futsal, o andebol e o futebol estão a caminhar-se lentamente para um buraco sem fundo.
Parece que todos estes planteis são feitos a partir de simples tostões com o simples propósito de poupar uns trocos para diminuir o passivo actual de 240 milhões. Esta obsessão está já a causar o divórcio dos adeptos do estádio e dos pavilhões, fruto das fracas exibições e das escandolosas derrotas (futsal, andebol e futebol).
Agora vamos olhar para o caso do Futebol Clube do Porto. O Porto gere a sua equipa sem a obsessão pelo passivo, faz investimentos importantes, compra jogadores de nível internacional, tem salários altos, ganha qualquer luta pela compra de qualquer jogador com o Sporting. E assim ganha títulos, apura-se sempre para a Liga dos Campeões, e consegue regularmente chegar aos oitavos de final da Champions. Sem a obsessão pelo passivo o Porto ganha campeonatos, ganha dinheiro, consegue valorizar os seus jogadores como nenhum clube português e consegue até vender jogadores medianos a preços exorbitantes e com um pouco mais de engenho na gestão económica ainda reduzirá o passivo a uma maior velocidade que o Sporting. Através desta excelente política de Pinto da Costa, o Porto consegue lucros de 8 milhões e um passivo de 140 milhões de euros.
O Sporting pode viver da obsessão pelo passivo, da paranóia pela contenção de custos, mas a verdade é que sem uma presença regular na Liga dos Campeões nenhum grande clube português conseguirá a tão almejada saúde financeira. E o Sporting não tem política desportiva e financeira que lhe permita essa presença regular na Champions. Esta é a questão fundamental. Temos um orçamento muito mais baixo que os rivais, temos salários mais baixos, temos jovens no plantel, alguns ainda em formação. Foram pequenos milagres e a falta de jeito dos outros que nos deram dois 2º lugares. Milagres acontecem no futebol mas uma equipa não deve ser gerida à espera de milagres e Paulo Bento já não tem mais milagres no bolso…





