Descubra as diferenças… Porto mais perto do título
Apr 21

Será que o desporto de alta competição será benéfico para a saúde? Ou colocando a questão sobre outra perspectiva, será que encontraremos nesses atletas perfeitos, medalhados ou vencedores dos seus campeonatos, seres humanos completamente saudáveis?

Será inegável o contributo dado pelos grandes desportistas da actualidade, face ao seu mediatismo e exemplo, em motivar um grande número de pessoas a praticar um qualquer desporto, mitigando as tão faladas consequências do sedentarismo. Os exemplos são clássicos, desde as crianças que iniciam um qualquer desporto por admirarem um atleta em particular, até aos adultos que pretenderão em menor escala replicar os feitos e a alegria que observam nesses mesmos atletas. Daí ser inegável que o desporto de alta competição saúde, pelo menos a quem o observa, mas o que dizer dos atletas?

Nos desportos mais mediatizados, aqueles que concentram os maiores fluxos financeiros, o atleta é visto como uma ferramenta para atingir determinado fim ou determinado sucesso desportivo que se traduzirá por um maior lucro. Não será então de estranhar a pressão de toda a estrutura directiva sobre os atletas para que estes mantenham a sua prestação elevada. A lesão, é encarada como um duplo revés, se por um lado é factor limitante do sucesso, por outro acarreta um custo fixo sobre um activo imobilizado. O atleta deverá ser bom, constante, uma autêntica máquina.

Para ser justos, a pressão sobre o atleta é por vezes menor do que a pressão que ele exerce sobre si mesmo. Vítimas de uma carreira curta e desgastante, eles sabem que têm que acumular sucessos o mais rapidamente possível, pela segurança financeira e realização pessoal que isso trará. Qualquer lesão encurta ainda mais esse tempo, para além de que, diminuirá a sua performance e comprometerá o seu sucesso.

Neste processo, atletas e estruturas directivas, não esquecerão que são todos, só e apenas, humanos?

Todos, em alguma parte da nossa vida adoecemos. É mau, debilitante e extremamente incómodo, se acrescentarmos uma pressão imensa para melhorar rapidamente, torna-se de facto um momento bastante negro.

E mais do que isso, não existirá uma certa perversidade no ideal olímpico de cada vez mais forte, mais alto, mais rápido? Nos milhares de km de uma volta a França, nos menos de 10 segundos nos 100 metros, nos 70 jogos por época de um futebolista encontro seres humanos que excedem os seus limites para gáudio do público, e que vão gastando lentamente corpo e mente, sobre a fogueira constante do mediatismo.

Não surpreendem então, os casos de doping, as lágrimas daquele que cai, as recuperações milagrosas, surpreendem-me mais todos nós, que ainda queremos mais.

Perdoem talvez o exagero, mas ao menos no império romano os desportistas de então consumiam a sua vida e carreira numa única luta no circo, 2 milénios volvidos e demoram 10 anos…


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2 comentarios to “Desporto de Alta Competição e Saúde”

  1. poutuh Says:

    :love: :choler: :cool: :bloody: :-[) :-D :(( :-( :-( 8-) :-p :beurk: :aie: :love: :-| :-D :-) :8 :-(

  2. Sandra Says:

    :[ :lol: :beurk: :oups: :-) :o: :(( ;-)