
Cidade: Viena | Estádio: Ernst Happel | Capacidade: 55.000 lugares
Quem levará a melhor hoje?
Após um mês de competição onde estavam as 16 melhores selecções, hoje encontraremos o novo campeão europeu de selecções. De um lado a poderosa Mannschaft contra a Armada. Alemanha e Espanha procuram ser o vencedor da XIII edição do Campeonato da Europa de 2008, realizada na Áustria e Suiça.
A Espanha vai procurar colocar um ponto final a 44 anos de jejum em títulos de grandes competições. O único grande troféu conquistado pela Espanha data de 1964, quando a selecção espanhola, na qualidade de anfitriã, bateu a URSS na final e conquistou o Campeonato da Europa desse ano. Contudo, os espanhóis jogarão contra a mais bem sucedida selecção da história da competição. A Alemanha vai disputar a sua sexta final – um recorde – e tenta erguer a Taça Henri Delaunay pela quarta vez, depois dos triunfos em 1972, 1980 e 1996.
Análise às equipas:

ALEMANHA: Após terminar a fase de grupos no 2º lugar do grupo B, com duas vitórias ante a Áustria e a Polónia e uma derrota contra a Croácia, a selecção alemã, orientada por Joachim Löw, chegou à final depois de bater Portugal nos quartos de final por 3-2 , em Basileia e a Turquia nas meias finais pelo mesmo resultado.
Os jogadores jogam como equipa . A velocidade de Podolski e a força física de Schweinsteiger poderão fazer a diferença, num jogo que poderá ficar marcado sem a presença do capitão germânico Ballack, que se encontra em dúvida com queixas na coxa direita.
A táctica do jogo dos alemães é jogar no erro de adversário. O controlo de jogo é dado ao adversário e os contra-ataques são mortais e eficazes (que os digam portugueses e turcos).

ESPANHA: Os espanhóis são a única selecção que chegou à final só com vitórias. Na fase de grupos não deram hipóteses à Rússia (4-1), Suécia (2-1) e à campeã da Europa em título de momento, Grécia (2-1). Depois, confirmou a sua candidatura à conquista da prova nos quartos-de-final, ao deixar pelo caminho a campeã do Mundo Itália. A selecção espanhola não vencia os italianos em jogos oficiais desde 1920, mas os pupilos de Aragonés colocaram um ponto final nessa maldição com uma vitória por 4-2 no desempate por pontapés da marca de grande penalidade, depois de se ter verificado um nulo no final dos 120 minutos de jogo. Nas meias finais, baterem novamente, e de forma esclarecedora, a Rússia por 3-0.
Em relação aos jogadores, nota-se a entrega e entreajuda entre toda a equipa. São consistentes ao ponto de terem estrelas de luxo no banco. Fernando Torres é uma ameaça constante às balizas adversárias, Puyol é uma estrela a defender em campo e Iker Casillas, um guardião seguro que já provou ter valor nos penalties. Fora de combate está a estrela de equipa e deste euro, David Villa encontra-se lesionado e não puderá jogar a final.
A Alemanha leva vantagem no frente-a-frente entre as duas selecções até ao momento, com oito vitórias contra cinco da Espanha. Verificaram-se já seis empates em jogos entre as duas selecções.
No final do dia de hoje, logo veremos quem levará a melhor. Promete-se futebol espectáculo.





