Tiveram que recorrer às grandes penalidades para encontrarem o vencedor do Benfica-Penafiel. Coube a Moreira defender a única bola nos penalties e levar o Benfica à seguinte eliminatória da Taça de Portugal Millenium.
O Penafiel caiu de pé na luz. Uma equipa aguerrida e que soube ter a sorte do jogo também com os falhanços dos avançados benfiqueistas. Para além disso, as barras também contribuíram para o guarda-redes penafidelense.
Quique Flores promoveu revolução no «onze» e os jogadores que têm sido menos utilizados não souberam aproveitar a oportunidade de mostrar serviço ao treinador espanhol. Léo jogou tímido na esquerda, Balboa e Urreta estiveram «apagados» nos extremos, Bynia faltoso e com alguns passes errados no meio campo, ao passo que Makukula, ainda que empenhado, revelou alguma atrapalhação no momento de visar a baliza.
Ao futebol lento do Benfica respondeu o Penafiel com exibição personalizada e solidária, jogando em toda a extensão do relvado e pressionando os defesas encarnados logo à saída da área. Bem organizado, encarou sempre o adversário nos olhos e manteve o Benfica longe do seu último reduto, criando várias situações de sobressalto na área encarnada.
No prolongamento, o Benfica «carregou» à procura do golo, dispôs de várias ocasiões para fazê-lo – algumas delas soberanas, por Makukula –, mas não conseguiu bater José Eduardo. O Penafiel nunca se desorganizou e mereceu que a decisão ficasse adiada para as grandes penalidades.
Na «lotaria», a sorte sorriu ao Benfica. Reyes, Di María, Katsouranis, Rúben Amorim e Suazo marcam para o Benfica. Vítor, Quim e Vagner marcam para o Penafiel. Moreira defendeu o remate de Dias.
Benfica junta-se assim a Sporting e Porto na IV eliminatória da Taça de Portugal Millenium. Em relação aos outros confrontos, destaca-se a eliminação do Rio Ave e do Marítimo pelos “pequenos” Gil Vicente e Arouca.







