“Bi” para o Porto
O FC Porto sagrou-se campeão da época 2006/07, conquistando o 22.º título nacional do seu historial. Vitória por 4-1 sobre o Desp. Aves permitiu aos «azuis e brancos» repetir a festa do ano passado. Sporting e Benfica também venceram, pelo que ficaram no segundo e terceiro lugares, respectivamente.
Pela primeira vez em mais de 70 anos de campeonatos, os três «grandes» chegaram à última jornada com possibilidades de conquistar o título. Todos cumpriram com o que lhes era «exigido», pelo que as posições não se alteraram. O FC Porto, o único que dependia de si próprio para se sagrar campeão, levou a melhor sobre o Desp. Aves, por 4-1, e segurou o primeiro lugar.
O Sporting goleou o Belenenses (4-0) e ainda chegou a sonhar com o título, uma vez que recolheu aos balneários na condição de líder. Na Luz, o Benfica, que precisava de um «milagre» para chegar à liderança, também levou de vencida a Académica, por 2-0.
Com as bancadas do Dragão completamente lotadas, o FC Porto cedo mostrou a intenção de resolver o jogo e dispôs de algumas situações para chegar ao golo. Mas só inaugurou o marcador à passagem do minuto 27, por intermédio de Adriano. Foi a explosão nas hostes «azuis e brancas», que gelaram sete minutos volvidos, com o tento da igualdade, autoria de Moreira.
Em Alvalade, o Sporting vencia com tranquilidade o «derby» lisboeta com o Belenenses. Os «leões», de resto, voltaram a chegar ao golo nos momentos iniciais. Liedson (10m) e Alecsandro (20m) deram sotaque brasileiro à vantagem leonina.
No Estádio da Luz, o Benfica colocava-se em vantagem sobre a Académica desde o minuto 11. Derlei teve oportunidade para festejar o seu primeiro golo de «águia ao peito».
Os jogos no Dragão, Alvalade e Luz chegavam, então, ao intervalo, sendo que os resultados após os 45 minutos iniciais colocavam o Sporting como campeão, o FC Porto no segundo lugar e o Benfica no terceiro.
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Mário Ventura diz… “Um campeão com estrelinha”
Terminou um fim-de-semana de emoções fortes de Norte a Sul do país. Portugal descansa agora alguns dias, bem a tempo da derradeira ronda que ditará o novo campeão português, bem como as despedidas de dois emblemas da nossa Liga Bwin, para voltarmos a dar as boas-vindas aos velhos conhecidos Leixões e Vitória de Guimarães, ambos clubes do Norte e com adeptos fervorosos que indubitavelmente vêm emprestar um colorido que nem Beira-Mar, nem Vitória de Setúbal e muito menos Desportivo das Aves têm condições de apresentar.
Da jornada 29 apenas se ficou a saber que a Académica poderá continuar a receber concertos em vésperas de recepção a um grande do futebol português: mesmo com a derrota diante do Sporting, a «Briosa» continua no convívio dos grandes graças às derrotas do «trio do costume». De resto, no que a decisões de nomeada diz respeito, suspense até Domingo, ao que tudo indica a partir das 19:15. Aconteça o que acontecer, o campeão nacional deste ano será, independentemente da cor, a estrelinha da sorte que consagra sempre os vencedores diante dos vencidos.
Caso tudo corra conforme a teoria do futebol, se é que ela ainda pode existir (ou será que nunca existiu tal coisa?), o campeão será, quiçá, o mais justo numa análise abrangente de toda a temporada… o Futebol Clube do Porto. Quando digo o campeão justo, digo-o perante todas as adversidades passadas e por todos aqueles pontos de foco que distinguem-nos dos demais. Na pré-epoca, Co Adriaanse era o técnico; na chegada a Portugal, Rui Barros já vinha na frente da equipa; no início dos jogos oficiais, o «resgatado» Jesualdo Ferreira era afinal o comandante dos dragões, numa operação relâmpago entre Boavista e FC Porto que deixou os axadrezados à deriva depois de uma aposta forte em jogadores de créditos apenas confirmados pelo próprio Jesualdo mas que, afinal, acabaram por ser belas e agradáveis surpresas: falo-vos, por exemplo, de Roland Linz, Kaz e Grzelak. Apesar de todas as condicionantes de início de época, a que se juntaram outras tantas como a grave lesão de Anderson e outros tantos problemas e envolveram pedras de toque da equipa como Pepe e Quaresma, Jesualdo Ferreira conseguiu (quase) sempre toldar aquele grupo das adversidades e assim chegar a esta fase derradeira da prova no comando da prova, de onde raramente saiu.
Nesta altura, caro leitor, deve estar a pensar que me contradigo no título denominando o FC Porto de «campeão com estrelinha» depois de todos estes contratempos enunciados. Não caro leitor, não me enganei. O FC Porto, vencendo o Desportivo das Aves no domingo, sagra-se campeão com alguma dose de sorte à mistura (sim, a sorte existe, a teoria já coloco dúvidas). O último exemplo foi mesmo o jogo com o Paços. O melhor onze possível do FC Porto perdia na Mata Real e só com sorte os portistas chegaram ao empate… salta-me também desde já à memória outros jogos, como por exemplo frente ao Benfica, Académica, Belenenses. São todos eles encontros cruciais, todos eles encontros de características diferentes mas todos eles encontros onde o FC Porto pontuou com sorte, vencendo os dois últimos.
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