
Foi esta a citação que vi no MaisFutebol e, após este jogo com a República Checa, senti os paÃses mais fortes da Europa a fazer-me um cafunézinho no ego. Espanha, França, Inglaterra, Itália, todos são unânimes no elogio. Que tÃnhamos uma das selecções mais fortes, que éramos candidatos, que estávamos aqui para ganhar, que apresentávamos um futebol bonito.
Confesso que antes deste jogo com a República Checa, como muitos portugueses, parti para este Europeu algo céptico. Desconfiava que estava a fazer-se demasiada festa antes sequer de a bola rolar. Isto porque, Portugal descobriu que no futebol há outra equipa a jogar. E por isso sofreu. E teve de lutar. E voltou a ser melhor, acabando o jogo com mais uma vitória e um novo final em apoteose. Foi como se, desde o último sábado, os adeptos portugueses vivessem nas nuvens, com a ilusão de que a Selecção só teria Turquias pela frente. Pois bem, o vitória sobre a Rep. Checa (3-1) representa um duro e gratificante regresso à terra.
Em campo a Selecção apresentou uma equipa concentrada, consistente, dominadora, séria, fresca e que soube sofrer. Acima de tudo impressionou-me o controlo emocional. Nem quis acreditar em ver Portugal vencer e, por 3 golos uma equipa como os checos, fria, calculista e muito táctica com um grande guarda-redes na baliza, chamado Petr Cech. Portugal começou a partida da melhor maneira possÃvel com um golo. Aos oito minutos, Nuno Gomes combina com Cristiano Ronaldo e Cech ainda defende inicialmente, mas, na recarga, Deco inaugurou o marcador.

No entanto, a República Checa não ficou afectada com o golo e começou a intensificar a pressão. O resultado dessa estratégia aconteceu aos 17 minutos. Após a marcação de um canto, Sionko (para mim, o melhor em campo dos checos) foi mais rápido do que os defesas portugueses e bateu Ricardo.
Na segunda parte o jogo continuou emotivo, com lances de perigo nas duas balizas. Até que aos 63 minutos Portugal ganhou novamente vantagem. Deco, autor de excelente exibição, assiste Cristiano Ronaldo, à entrada da área, com o extremo a aplicar um forte remate, sem que Cech tivesse reacção.

Em desvantagem, o seleccionador Bruckner aposta tudo no ataque e faz entrar o «gigante» Koller», tendo Scolari reagido imediatamente e feito entrar Fernando Meira para travar o adversário. Nos instantes finais, aproveitando o pendor ofensivo do adversário, Cristiano Ronaldo surge isolado na área da República Checa e quando Cech sai para tentar o deter, o jogador português assiste Quaresma, que não teve problemas em marcar.
Com a derrota da Suiça frente à Turquia, Portugal qualificou-se para os quartos de final no 1º lugar do grupo A.