
Suada. Muito suada esta vitória do Benfica que se deve à eficácia de Makukula: um remate, um golo (se bem que seja verdade o guarda-redes do Nuremberga soltou um franguinho à maneira). No geral, o Nuremberga foi mais rematador que o Benfica, com os alemães a acertar quatro vezes na baliza nos 13 remates que efectuaram. Dos sete remates que os encarnados efectuaram, dois foram à baliza, um deu golo.
Só mesmo o golo de Makukula, aos 43 minutos, salvou uma primeira parte sem brilho do Benfica e só a magia de Rui Costa (assistência para o avançado) trouxe brilho aos olhos dos benfiquistas. O maestro trabalhou no meio campo e, numa mudança de direcção, puxou a si os defesas alemães que deixam Makukula solto para receber o passe do número 10. Teve tempo para preparar o remate, forte e rasteiro, com a bola a tocar no relvado e a enganar Blazek, que vê a bola passar-lhe por cima da perna antes de se anichar no fundo das redes.
Por seu lado, o Nuremberga praticou um futebol objectivo com vista a aproveitar o ponto mais forte da equipa alemã: o jogo aéreo. Nas alas, Engelhardt, Adler (substituído no segundo tempo por Kristiansen) e o capitão Galasek apareceram muitas vezes sem marcação a cruzar para a área, procurando Koller que esteve sozinho (Charisteas não saiu do banco) na frente de ataque. Valeu o grande trabalho de Luisão (que jogão) na marcação ao gigante checo.
Tão importante como o golo de Makukula, o primeiro com a camisola do Benfica, foi não sofrer golos no Estádio da Luz. Vantagem mínima para o jogo da segunda mão, dia 21, no Frankenstadion, em Nuremberga.





